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As maravilhosas obras de Niemeyer fundem com a genialidade de um artista gráfico pouco valorizado: Athos Bulcão.

Athos nasceu no Rio de Janeiro, em 2 de julho de 1918, e passou sua infância em uma casa ampla em Teresópolis. Perdeu a mãe muito cedo e as irmãs mais velhas ajudaram a criá-lo.

“Enquanto crescia, passsava muito tempo dentro de casa e, por ser muito tímido, misturava fantasia e realidade. Na família havia um interesse pela arte e suas irmãs o levavam freqüentemente ao teatro, ao Salão de Artes, aos espetáculos das companhias estrangeiras, à ópera e à Comédia Francesa. Athos aos quatro anos ouvia Caruso no gramofone, e ensaiava desenhos sem no entanto chamar a atenção da família; chegou às artes graças a uma série de acidentais e providenciais lances do acaso.”, segundo o texto do seu site.

Sua amizade com importantes artistas como Carlos Scliar, Jorge Amado, Pancetti, Enrico Bianco – que o apresentou a Burle Marx –, Milton Dacosta, Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Ceschiatti, Manuel Bandeira influenciou diretamento a sua formação e, consequentemente, seu trabalho.

Em 1958 Athos chegou em Brasília com a equipe de Niemeyer onde viveu por cinco décadas. Suas obras ajudaram a transformar a cidade em uma galeria a céu aberto e a trazer mais beleza para a vida dos brasileiros.

“Artista eu era. Pioneiro eu fiz-me. Devo a Brasília esse sofrido privilégio. Realmente um privilégio: ser pioneiro. Dureza que gera espírito. Um prêmio moral.” Athos Bulcão (1918-2008).

Em seu site, podemos comprar o livro de toda a obra de Athos.

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